Mostrando postagens com marcador Brasília. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasília. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Mais sobre a Coopatram em Planaltina

Pessoal, eu iria falar sobre o termo busologia, mas hoje surgiu uma notícia no DFTV que me deixou impressionado! A notícia é essa: Moradores do Arapoanga reclamam do transporte público



Eis no meio da matéria uma passageira solta:

“Os ônibus eram velhos, mas eram melhores. Eram mais rápidos e tinha mais. Colocaram esses novos, mas não adiantou nada. Ficou foi pior”, critica a auxiliar de consultório dentário Marta Matos.



Concordo que tem que ser melhorado, mas dizer que os carros velhos são melhores é um pouco de exagero, não? Mas se mesmo assim o pessoal de Planaltina não quiserem os carros novos, nós do Gama queremos! Mandam para gente os Torinos da Coopatram que a gente manda de volta os Caios Alphas, Vitórias e Urbanus da Viplan para Planaltina. Para quem não conhece por nome, segue as fotos dos mesmos (Todas tirada pelo Amigo SalgadoBusologo da Comunidade Transportes DF e entorno no orkut):









Bem é isso, desculpem qualquer coisa, mas a população do DF, às vezes, faz jus ao transporte que tem.

Aproveito e agradeço a todos que vem comentando neste blog! E dizer que eu não faço parte de nenhuma empresa / Cooperativa, mas farei o possível para responder as dúvidas aqui postadas!

Abraços!

sábado, 30 de maio de 2009

TV Guri

Olá Pessoal,

Hoje eu venho trazendo uma notícia boa! hehhe! Essa semana no programa Balanço Geral (Edição de Brasília) da Rede Record, que mostra um projeto super interessante chamado TV Guri. É um projeto no qual um professor e alguns alunos das 3ªs e 4ªs séries do CAIC (Centro de Atenção Integral a Criança e ao Adolescente) JK, no Núcleo Bandeirante, cidade-satélite de Brasília.

Neste link você pode acessar o blog dessa turma, onde tem os vídeos por eles produzidos. Os programas que foram gravados em 2009 começarão a ser postados a partir de segunda (01/06).

Projetos neste nível, é um incentivo e tanto para a molecada. Lembro ainda das minhas tardes de xadrez (o jogo, hehehe) no primeiro ano do Ensino Médio. Eu que já não era de ficar pelas ruas tive um incentivo a mais.

Cada vez que isso é proporcionado menos crianças estão nas ruas, por isso merece nosso mérito e minha recomendação nas lista ao lado, junto com os melhores blogs que visito! Meus parabéns ao professor Jefferson Antônio Guimarães.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Acessibilidade nos ônibus

Depois de falar do que dificulta a acessibilidade em Brasília, vamos falar do que está começando a ajudar...


Apesar de ainda estar deficiente, o sistema de transporte coletivo de Brasília, está passando por uma importante mudança.

Ainda não chegamos ao que seria excelente no quesito acessibilidade, mas para uma unidade da federação (DF) onde há 3 anos atrás era raro ver ônibus adaptados, tivemos uma melhora e tanto. A última empresa a entrar no sistema (Alternativa Transportes) colocou nas ruas 40 carros, todos com elevador e lugar reservado para o cadeirante e para o cego acompanhado de cão guia. A próxima a entrar (Coopatram) virá com 100 carros adaptados da mesma forma.


CARRO DA ALTERNATIVA TRANSPORTE COM ELEVADOR
CARRO DA ALTERNATIVA TRANSPORTE COM ELEVADOR. Modelo Marcopolo new Torino (G6) VolkBus 17-230 . Imagem retirada do site: http://brunofreitas.fotopages.com/?entry=1853205

CARRO DA COOPATRAM COM ELEVADOR
CARRO DA COOPATRAM COM ELEVADOR. Modelo Marcopolo new Torino (G6) VolkBus 17-230. Imagem retirada do site: http://brunofreitas.fotopages.com/?entry=1853205


Além dessas duas, temos a Cootarde que entrou em dezembro de 2008 e, apesar de não estar com 100% da frota adaptada (apenas uma parcela dos ônibus estão adaptados), adquiriu seu 50 carros com a terceira porta (centro) e os lugares reservados, para que assim que for possível ($$), todos estejam com os elevadores.


CARRO DA COOTARDE AGUARDANDO ELEVADOR
CARRO DA COOTARDE AGUARDANDO ELEVADOR. Neobus Mega 2008. Volks 17 230. Imagem retirada do site: http://galeria.portalinterbuss.net/displayimage.php?album=37&pos=4

Ainda temos as empresas que estão no sistema há mais tempo e agora estão investindo certo nos carros adaptados, seja comprando carros com elevadores, seja com piso baixo (caso da São José e da estatal TCB).

Esperemos que aumente ainda mais a quantidade de adaptados e quem chegaremos aos 100% adaptados! Claro que temos muito a resolver no transporte, mas esse é um passo muito importante.

Brasília e seu clima

AGASALHODepois do começo de ano chuvoso, a seca chega em Brasília. E com ela vem o frio! Isso mesmo, aqui o frio chega quando a chuva acaba. Nesta madrugada, os termômetros registraram 13,7ºC e a tendência é esfriar ainda mais.

Quem nasceu aqui já se acostumou, agora quem está aqui a pouco tempo... sofre hein?! Digo isso por que agora às 15h o tempo já está quente novamente e daqui a algumas horas voltará o frio intenso. Em outros lugares, ao contrário de Brasília, quando o tempo está frio ou quente, fica assim o dia todo ou até semanas.

Mas quem gosta do frio, assim como eu, agradece! hehehe! Já que basta tirar aquele agasalho do roupeiro e pronto. Já o calor...

terça-feira, 19 de maio de 2009

Calçadas e passagens em Brasília

Em Brasília, poucas calçadas têm rampas de acesso. E as que tem são muitas vez mal utilizadas. Principalmente por motoqueiros como foi registrado nesta reportagem do DFTV no dia 18/09/2007.

Mas o que fazer para evitar que motocicletas transitem por esses passeios? Já que isso sempre é feito quando a fiscalização não está por perto. E mesmo que tivesse fiscalização não tem como colocar um agente em cada passeio que existe em Brasília e suas regiões administrativas. Para colocar um obstáculo para que as motos não transitem por lá, a rampa deixaria de ter sua principal função, o acesso ao passeio pelos cadeirantes.

Há algumas rampas que contam com meio-fios em pé nas extremidades laterais (fico devendo uma foto dessas rampas), mas isso não impede o acesso dos motociclistas e ainda penso que isso faz é atrapalhar que precisa de uma cadeira de rodas mais larga.

Somente quando os motociclistas tomarem consciência do perigo que é transitar por aquelas calçadas que isso poderá ser resolvido.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Parabéns Brasília!!!

Brasília, Sinfonia da Alvorada
(Vinicius de Moraes / Tom Jobin)

No príncipio era o ermo
Eram antigas solidões sem mágoa.
O altiplano, o infinito descampado
No princípio era o agreste:
O céu azul, a terra vermelho-pungente
E o verde triste do cerrado.
Eram antigas solidões banhadas
De mansos rios inocentes
Por entre as matas recortadas.
Não havia ninguém. A solidão
Mais parecia um povo inexistente
Dizendo coisas sobre nada.
Sim, os campos sem alma
Pareciam falar, e a voz que vinha
Das grandes extensões, dos fundões crepusculares
Nem parecia mais ouvir os passos
Dos velhos bandeirantes, os rudes pioneiros
Que, em busca de ouro e diamantes,
Ecoando as quebradas com o tiro de suas armas,
A tristeza de seus gritos e o tropel
De sua violência contra o índio, estendiam
As fronteiras da pátria muito além do limite dos tratados.
– Fernão Dias, Anhanguera, Borba Gato,
Vós fostes os heróis das primeiras marchas para o oeste,
Da conquista do agreste
E da grande planície ensimesmada!
Mas passastes. E da confluência
Das três grandes bacias
Dos três gigantes milenares:
Amazonas, São Francisco, Rio da Prata ;
Do novo teto do mundo, do planalto iluminado
Partiram também as velhas tribos malferidas
E as feras aterradas.
E só ficaram as solidões sem mágoa
O sem-termo, o infinito descampado
Onde, nos campos gerais do fim do dia
Se ouvia o grito da perdiz
A que respondia nos estirões de mata à beira dos rios
O pio melancólico do jaó.
E vinha a noite. Nas campinas celestes
Rebrilhavam mais próximas as estrelas
E o Cruzeiro do Sul resplandecente
Parecia destinado
A ser plantado em terra brasileira:
A Grande Cruz alçada
Sobre a noturna mata do cerrado
Para abençoar o novo bandeirante
O desbravador ousado
O ser de conquista
O Homem!

II / O HOMEM

Sim, era o Homem,
Era finalmente, e definitivamente, o Homem.
Viera para ficar. Tinha nos olhos
A força de um propósito: permanecer, vencer as solidões
E os horizontes, desbravar e criar, fundar
E erguer. Suas mãos
Já não traziam outras armas
Que as do trabalho em paz. Sim,
Era finalmente o Homem: o Fundador. Trazia no rosto
A antiga determinação dos bandeirantes,
Mas já não eram o ouro e os diamantes o objeto
De sua cobiça. Olhou tranqüilo o sol
Crepuscular, a iluminar em sua fuga para a noite
Os soturnos monstros e feras do poente.
Depois mirou as estrelas, a luzirem
Na imensa abóbada suspensa
Pelas invisíveis colunas da treva.
Sim, era o Homem...
Vinha de longe, através de muitas solidões,
Lenta, penosamente. Sofria ainda da penúria
Dos caminhos, da dolência dos desertos,
Do cansaço das matas enredadas
A se entredevorarem na luta subterrânea
De suas raízes gigantescas e no abraço uníssono
De seus ramos. Mas agora
Viera para ficar. Seus pés plantaram-se
Na terra vermelha do altiplano. Seu olhar
Descortinou as grandes extensões sem mágoa
No círculo infinito do horizonte. Seu peito
Encheu-se do ar puro do cerrado. Sim, ele plantaria
No deserto uma cidade muita branca e muito pura...

Citação de Oscar Niemeyer

– "... como uma flor naquela terra agreste e solitáriaÂ…"
- Uma cidade erguida em plena solidão do descampado.
Niemeyer
– " ... como uma mensagem permanente de graça e poesia..."
- Uma cidade que ao sol vestisse um vestido de noivado
Niemeyer
– " ... em que a arquitetura se destacasse branca, como que flutuando na imensa escuridão do planalto..."
– Uma cidade que de dia trabalhasse alegremente
Niemeyer
– "…numa atmosfera de digna monumentalidade..."
– E à noite, nas horas do langor e da saudade
Niemeyer
– " ... numa luminação feérica e dramática..."
– Dormisse num Palácio de Alvorada!
Niemeyer
– " ... uma cidade de homens felizes, homens que sintam a vida em toda a sua plenitude, em toda a sua fragilidade; homens que compreendam o valor das coisas puras..."
– E que fosse como a imagem do Cruzeiro
No coração da pátria derramada.

Citação de Lucio Costa

– "Â…nascida do gesto primário de quem assinala um lugar ou dele toma posse: dois eixos que se cruzam em ângulo reto, ou seja, o próprio sinal da cruz."

III / A CHEGADA DOS CANDANGOS

Tratava-se agora de construir: e construir um ritmo novo.

Para tanto, era necessário convocar todas as forças vivas da Nação, todos os homens que, com vontade de trabalhar e confiança no futuro, pudessem erguer, num tempo novo, um novo Tempo.
E, à grande convocação que conclamava o povo para a gigantesca tarefa começaram a chegar de todos os cantos da imensa pátria os trabalhadores: os homens simples e quietos, com pés de raiz, rostos de couro e mãos de pedra, e que, no calcanho, em carro de boi, em lombo de burro, em paus-de-arara, por todas as formas possíveis e imagináveis, começaram a chegar de todos os lados da imensa pátria, sobretudo do Norte; forarn chegando do Grande Norte, do Meio Norte e do Nordeste, em sua simples e áspera doçura; foram chegando em grandes levas do Grande Leste, da Zona da Mata, do Centro-Oeste e do Grande Sul; foram chegando em sua mudez cheia de esperança, muitas vezes deixando para trás mulheres e filhos a aguardar suas promessas de melhores dias; foram chegando de tantos povoados, tantas cidades cujos nomes pareciam cantar saudades aos seus ouvidos, dentro dos antigos ritmos da imensa pátria...

Dois locutores alternados

– Boa Viagem! Boca do Acre! Água Branca! Vargem Alta! Amargosa! Xique-Xique! Cruz das Almas! Areia Branca! Limoeiro! Afogados! Morenos! Angelim! Tamboril! Palmares! Taperoá! Triunfo! Aurora! Campanário! Águas Belas! Passagem Franca! Bom Conselho! Brumado! Pedra Azul! Diamantina! Capelinha! Capão Bonito! Campinas! Canoinhas! Porto Belo! Passo Fundo!
Locutor no 1
– Cruz Alta...
Locutor no 2
– Que foram chegando de todos os lados da imensa pátria...
Locutor no 1
– Para construir uma cidade branca e pura...
Locutor n 2
– Uma cidade de homens felizes...

IV / O TRABALHO E A CONSTRUÇÃO

– Foi necessário muito mais que engenho, tenacidade e invenção. Foi necessário 1 milhão de metros cúbicos de concreto, e foram necessárias 100 mil toneladas de ferro redondo, e foram necessários milhares e milhares de sacos de cimento, e 500 mil metros cúbicos de areia, e 2 mil quilômetros de fios.
– E 1 milhão de metros cúbicos de brita foi necessário, e quatrocentos quilômetros de laminados, e toneladas e toneladas de madeira foram necessárias. E 60 mil operários! Foram necessários 60 mil trabalhadores vindos de todos os cantos da imensa pátria, sobretudo do Norte! 60 mil candangos foram necessários para desbastar, cavar, estaquear, cortar, serrar, pregar, soldar, empurrar, cimentar, aplainar, polir, erguer as brancas empenas...
– Ah, as empenas brancas! -
– Como penas brancas...
– Ah, as grandes estruturas!
– Tão leves, tão puras...
Como se tivessem sido depositadas de manso por mãos de anjo na terra vermelho-pungente do planalto, em meio à música inflexível, à música lancinante, à música matemática do trabalho humano em progressão ...
O trabalho humano que anuncia que a sorte está lançada e a ação é irreversível.

Cantochão

E ao crespúsculo, findo o labor do dia, as rudes mãos vazias de trabalho e os olhos cheios de horizontes que não têm fim, partem os trabalhadores para o descanso, na saudade de seus lares tão distantes e de suas mulheres tão ausentes. O canto com que entristecem ainda mais o sol-das-almas a morrer nas antigas solidões parece chamar as companheiras que se deixaram ficar para trás, à espera de melhores dias; que se deixaram ficar na moldura de uma porta, onde devem permanecer ainda, as mãos cheias de amor e os olhos cheios de horizontes que não têm fim. Que se deixaram ficar muitas terras além, muitas serras além, na esperança de um dia, ao lado de seus homens, poderem participar também da vida da cidade nascendo em comunhão com as estrelas. Que viram, uma manhã, partir os companheiros em busca do trabalho com que lhes dar uma pequena felicidade que não possuem, um pequeno nada com que poder sentir brilhar o futuro no olhar de seus filhos. Esse mesmo trabalho que agora, findo o labor do dia, encaminha os trabalhadores em bando para a grande e fundamental solidão da noite que cai sobre o planaltoÂ…

" Deste planalto central, desta solidão que em breve se transformará em cérebro das altas decisões nacionais, lanço os olhos mais uma vez sobre o amanhã do meu país e antevejo esta alvorada com fé inquebrantávele uma confiança sem limites no seu grande destino."
(Brasília, 2 de outubro de 1956)
Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira

V / CORAL

I II III
Coro Coro Coro
Masculino Masculino Misto
Brasília Brasília Brasília
Brasília Brasília Brasília
Brasília Brasília Brasília
Brasília Brasília Brasília
Brasília Brasília Brasília
BRASIL! BRASIL! BRASIL!

VI

Terra de sol
Terra de luz
Terra que guarda no céu
A brilhar o sinal de uma cruz
Terra de luz
Terra-esperança, promessa
De um mundo de paz e de amor
Terra de irmãos
Ó alma brasileira ...
... Alma brasileira ...
Terra-poesia de canções e de perdão
Terra que um dia encontrou seu coração

Brasil! Brasil!
Ah... Ah... Ah...
B r a s í 1 i a!
Dlem! Dlem!
Ô ... ô... ô... ô


Atualização: Esta letra está disponível em : http://letras.terra.com.br/vinicius-de-moraes/87259/

terça-feira, 14 de abril de 2009

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Brasília rumo aos 50...

Daqui a 20 dias, nossa cidade completa 49 anos, mas já estamos nos preparando rumo aos 50.

Em um concurso para escolha da logomarca da comemoração dos 50 anos, realizado pelo Governo do Distrito Federal e sua secretaria de cultura, o arquiteto e urbanista Antônio Danilo Moraes Barbosa venceu com o logotipo representado na imagem abaixo, onde ele homenageia Lúcio Costa, Athos Bulcão e Oscar Niemeyer. Eu particularmente gostei da logomarca, pelo menos não tem alusão a algum governo.

Logomarca Brasilia 50 anos
Fonte da Imagem: http://www.correiobraziliense.com.br/html/sessao_13/2009/04/01/noticia_interna,id_sessao=13&id_noticia=94446/noticia_interna.shtml


PS: Tomara que esta logomarca não tenha que aparecer nos ônibus, já que todos estão sendo "padronizados" com outro adesivo. Mas isso é assunto para outro post.